domingo, 8 de setembro de 2013

O fim de uma crise que nunca existiu

  Celio Messias / Agência Lance - via Portal Terra

                                       
Por Lucca Rebelato

Antes da partida contra o Atlético-GO, no sábado, choviam críticas sobre o Palmeiras. Parte da torcida, nas redes sociais, já pedia a cabeça de Gilson Kleina e a pressão pela vitória era enorme. Depois do resultado todos falavam em alívio, em amenização da crise. Mas será que houve crise?

A derrota em Curitiba, pela Copa do Brasil, frente ao Atlético-PR foi dolorida. Refletiu nos resultados que o clube obteve nas partidas seguintes da Série B e fez com que a Chapecoense, na sexta-feira, dormisse como líder do campeonato. Porém tal queda é normal à todo clube. Com raríssimas exceções, todo clube que vence um torneio de pontos corridos passa por uma sequência ruim. 

Entretanto, no Palmeiras, qualquer tropeço é combustível para uma revolta. Bastou o time passar alguns jogos sem vitória para uma parte dos torcedores pedirem a saída do treinador e para que a principal organizada (que é sim uma minoria barulhenta no clube de Palestra Itália) protestasse contra a presidência e contra Valdívia.

Aí vem a pergunta, isso se justifica? O Palmeiras, mesmo com os tropeços, ainda seguia líder da Série B, com 11 pontos de vantagem sobre o 4° colocado. Gilson Kleina, sim, errou em alguns jogos, mas nada que justificasse acabar com um trabalho onde um treinador inexperiente conseguiu levar um time de elenco limitado às oitavas de final de uma Libertadores. 

Já quanto à presidência, Paulo Nobre e José Carlos Brunoro fazem uma das melhores administrações que o clube teve nas últimas décadas. É claro que o Palmeiras não conta com um dos melhores elencos do país, até porque não precisa disso. O clube tem um elenco de baixo custo e mais que suficiente para vencer com tranquilidade a Série B. Aliás, essa sim é a obrigação do Palmeiras neste ano. 

Para 2014, o ano do centenário, sim, o torcedor deve cobrar um elenco forte. E é para isso que a presidência luta para juntar fundos e investi-los no momento certo. Administrativamente, o Palmeiras está no rumo certo para o profissionalismo que nunca existiu por trás dos muros da Academia de Futebol.

A respeito de Valdívia, no ano passado, quando o meia não treinava e, como já admitiu, não fazia esforços para jogar, as críticas eram totalmente justificáveis. Neste ano, o chileno demonstra vontade que há muito não se via. Em todos os jogos que consegue atuar, joga bem, dá assistências, rege o time. Claro que Valdívia está longe de ser um jogador constante. Mas não é sua culpa se não consegue jogar por motivo de lesão, muito menos se está convocado para representar seu país, o que deveria ser motivo de orgulho para o torcedor palmeirense. 

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