| Destak |
Por Lucca Rebelato
Antes do ano de 2009, Palmeiras e Sport não tinham um histórico de rivalidade. Porém, desde o momento em que os grupos da Taça Libertadores foram sorteados, isto estava prestes a mudar. Na primeira fase, em São Paulo, um empate em 1 a 1. Na partida de volta, vitória do alviverde, 2 a 0. Entretanto, os pernambucanos acabaram em primeiro na chave, enquanto os paulistas apenas conseguiram a segunda vaga no último minuto da partida contra o Colo-Colo, no Chile.
Nas oitavas de final, a tabela novamente colocava os dois clubes frente a frente. Na primeira partida, no Palestra Itália, 1 a 0 para os mandantes, gol de Ortigoza. Na Ilha do Retiro, ocorreria então uma das mais memoráveis partidas da história do Palmeiras, onde um jogador reafirmou, uma década depois, sua condição de 'santidade' no coração do palmeirense. O nome dele? São Marcos.
Antes mesmo da partida, o Sport já era considerado classificado por muitos. Quando a partida começou e o time passou a exercer uma pressão impressionante contra o gol de Marcos, parecia que estes teriam realmente razão.
Primeiro, Paulo Baier ganha pelo alto e o goleiro no puro reflexo manda para escanteio com o braço esquerdo. Depois, o camisa 10 recebe livre na pequena área e bate. Com o pé esquerdo, Marcos desvia e ela vai por cima do gol. Durval e Wilson também parariam nas mãos do goleiro. Já o Palmeiras só conseguia levar perigo ao gol de Magrão em contra-ataques. O primeiro tempo ficou assim: 0 a 0.
No segundo tempo, o roteiro era o mesmo. O leão tentava de todas as maneiras possíveis, enquanto os comandados de Luxemburgo se defendiam. Marcos brilhava fazendo defesas impossíveis. Porém, aos 36 minutos, Luciano Henrique invade a área pela esquerda e cruza rasteiro. Wilson aparece livre e completa para as redes, 1 a 0.
Pouco tempo depois, Wendel seria expulso, e o Palmeiras teria de aguentar mais 10 minutos de bombardeio com um a menos em campo. E a chance para o Sport viria. Ciro recebe na área, gira sobre a marcação e bate forte. Marcos consegue tocar a ponta dos dedos na bola. Foi o suficiente para que ela explodisse na trave. Fim do tempo regulamentar. Teríamos pênaltis em Recife.
Na primeira cobrança pelo verdão, o meia Mozart bate forte, mas não passa por Magrão. Aí veio Luciano Henrique pelo Sport. Chute no mesmo canto que o anterior, e novamente a bola pára nas mãos do goleiro alviverde. Depois, Marcão e Danilo pelo Palmeiras e Igor pelo Sport convertem. Fumagalli não tem a mesma sorte. Bola fraca, rasteira, São Marcos agarra. O colombiano Armero era o próximo pelo time paulista. Chute no ângulo, golaço.
Foi então que, uma década depois das memoráveis classificações contra o Corinthians nas Libertadores de 1999 e 2000, a cena se repete. Chute de Dutra, no canto esquerdo, e o camisa 12 voa na bola. Palmeiras classificado para as quartas. Nesta fase, o Nacional-URU colocou um ponto final no sonho palmeirense, mas o duelo na Ilha do Retiro ficaria para sempre marcado como uma das muitas milagrosas atuações do 'santo' de Palestra Itália.
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