quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Na 11ª rodada, CR7 bate continência e Real goleia; Barça também vence e segue líder

AFP
Por Glauco Blasco

Nessa semana, o presidente da FIFA Joseph Blatter disse que Cristiano Ronaldo é um simples soldado comparado a Messi. A resposta do gajo veio nessa rodada contra o Sevilla no Santiago Bernabéu, onde o português fez três gols, sendo que em um deles bateu continência. Os tentos do português ajudaram a construir a grande goleada merengue por 7 a 3.

Outro jogador a ter grande atuação foi Gareth Bale, já que o galês fez dois gols e deu uma assistência. Benzema também marcou dois. Pelo lado do Sevilla, Rakitic foi às redes duas vezes, porém perdeu um pênalti, e Bacca completou o placar. M'Bia foi expulso no segundo tempo e facilitou ainda mais a vida do Real.

O Barcelona foi outra equipe a vencer bem seu jogo. Atuando em Vigo, os catalães bateram o Celta por 3 a 0, mesmo com Neymar poupado no banco de reservas. O destaque culé foi Fábregas, autor de dois gols. O chileno Alexis Sánchez, em fase espetacular, também deixou o dele. Como é de costume, os blaugranas controlaram toda a partida, sendo ameaçada apenas na primeira etapa, com o clube de Vigo assustando com Rafinha Alcântara, emprestado pelo Barça.

O agora "espanhol" Diego Costa voltou a marcar no campeonato, dessa vez diante o Granada, fora de casa. Seu tento foi fundamental para vitória dos colchoneros por 2 a 1, com ambos os gols sendo marcados de pênalti. Villa também fez o dele e Ighalo descontou para o El Graná, em uma partida que a equipe da capital espanhola se portou melhor em campo. No fim do jogo, o brasileiro Filipe Luís foi expulso.

Outros resultados: Espanyol 0x0 Málaga, Valladolid 2x2 Real Sociedad, Valencia 1x2 Almería, Osasuna 3x1 Rayo Vallecano, Villareal 0x2 Getafe, Athletic Bilbao 2x2 Elche, Bétis 0x0 Levante.

G4: Barcelona 31, Atlético de Madrid 30, Real Madrid 25, Athletic Bilbao 20

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

A decisão de Diego Costa

UOL
Por Lucca Rebelato

O assunto mais esperado desta semana foi a decisão de Diego Costa. O atacante do Atlético de Madrid, naturalizado espanhol, tinha em suas mãos a oportunidade tanto de defender a seleção brasileira, como a espanhola. Ontem, quando o jogador finalmente revelou sua preferência, uma chuva de críticas por parte da CBF e de muitos brasileiros recaiu sobre ele. 

Para mim, Diego Costa fez a escolha correta. O atacante nem chegou a jogar por aqui profissionalmente. Seu primeiro time foi o Braga, de Portugal, e desde 2007 o atleta atua por clubes espanhóis. Somente por esse fato, sua identificação com a 'Fúria' já é maior. Além disso, o jogador somente foi lembrado por Felipão quando a sua convocação para a seleção espanhola foi cogitada. Será que o chamado para a seleção brasileira não seria apenas para impedi-lo de defender a Espanha? Filipe Luís passou por caso semelhante e optou pela 'canarinha'. Ele está hoje na lista de convocados?

Além disso, Diego enfrenta muito menos concorrência na Espanha. Fernando Torres, Llorente e David Villa, seus principais concorrentes, não vivem boa fase. Por isso, há grandes chances de que o centroavante seja titular no time de Vicente del Bosque na Copa de 2014. Já no Brasil, existem jogadores da posição com mais pontos na avaliação da comissão técnica. Fred está machucado há um bom tempo, mas suas atuações pela seleção foram extremamente convincentes e Scolari deve levá-lo ao Mundial. Jô, apesar de não estar jogando bem no Atlético-MG, fez uma excelente Copa das Confederações e também tem vaga quase garantida. 

Resta saber, no ano que vem, como será a recepção do jogador por parte da mídia e dos torcedores. Ao meu ver, levando em consideração as declarações oficiais da CBF e a repercussão de sua decisão nas ruas, Diego Costa deve se preparar para as vaias. Já pelo lado da imprensa, a maioria das coberturas que li foram extremamente racionais e fugiram do 'bairrismo' que imaginei que veria. 

O "gordinho" Walter joga hoje?

Carlos Costa/ Futura Press
Por Glauco Blasco

Walter é mais um daqueles jogadores de infância humilde, que graças ao esporte não se envolveu com o crime na favela(Coque, Pernambuco) onde morava. Sorte que não foi compartilhada por dois dos seus irmãos, na qual um foi assassinado quando o atacante tinha apenas seis anos e o outro está preso por roubo.

O artilheiro passou pelas bases do Santa Cruz, Vitória, São José(RS) e se tornou profissional no Internacional, sendo vendido posteriormente ao Porto. Voltou ao Brasil ao ser emprestado ao Cruzeiro, mas foi no Goiás que o futebol do "gordinho" apareceu.

Walter é um dos grandes destaques do Campeonato Brasileiro, se não for o maior. O atacante é completo tecnicamente, pois além dos belos gols que faz dentro da área, ele arremata bem de fora, vem buscar o jogo na intermediária, dando belos passes e lançamentos ao seus companheiros, o que demonstra uma grande visão de jogo.

Nessa quarta-feira, Goiás e Flamengo fazem no Serra Dourada o primeiro jogo da semi-final da Copa do Brasil. O impasse atual é se Walter vai estar em campo, já que o médico e o técnico esmeraldino descartam essa possibilidade, no entanto, o artilheiro insiste em dizer que não só vai jogar, como "deitar e rolar" sobre os rubro-negros.

Caso o artilheiro jogue, as chances de vitória do Goiás aumentam e muito. O clube pode garantir vaga na Libertadores do ano que vem, seja via Copa do Brasil ou Brasileiro, competição continental na qual Walter dificilmente atuará pelo Esmeraldino, já que deve ser repassado pelo Porto a um grande clube brasileiro. Resta saber se o "gordinho" manterá as ótimas atuações e se aguentará uma maior pressão devido a sua forma física peculiar.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Drama Vascaíno segue com mudança de treinador

Marcelo Sadio/ Site do Vasco
Por Gabriel Fidalgo

A segunda passagem do técnico Dorival Júnior pelo Vasco acabou da pior forma para ambos, na zona de rebaixamento. Quando no começo do campeonato, Roberto Dinamite anunciou o treinador para substituir Paulo Autuori, ninguém imaginava que ele fosse fazer milagres com o limitado time cruz-maltino. Porém, Dorival conseguiu em determinado momento, melhorar o rendimento do Vasco no Campeonato Brasileiro, prova disso, foi o foco em relação ao descenso, direcionado ao São Paulo por boa parte do primeiro turno.

Mas, nesse irregular campeonato onde dois resultados bons levam o time lá para cima, e dois resultados ruins, trazem o risco de rebaixamento de volta, o Vasco chega à marca de apenas uma vitória em seis jogos, o suficiente fazer o drama renascer. Dorival Júnior tem culpa, lógico, no futebol todos ganham, todos perdem, mas fica claro que o problema maior é o fraco elenco, formado por uma diretoria, que chega a ser amadora em alguns momentos.

Essas mudanças de treinador em plena reta decisiva, provam o desespero da diretoria. Roberto Dinamite procura o elemento surpresa, para isso chama Adílson Batista. O ex-treinador de Corinthians, São Paulo, Santos, Cruzeiro, e outros mais, trará ao clube carioca em pouco mais de um mês para o fim do campeonato, os resultados que não vieram o ano todo? Só o tempo irá dizer, o futebol permite que atitudes passionais como esta, às vezes deem certo.

Será o nome de Adílson Batista, o certo salvar o Vasco desta situação dramática? Todos sabem de sua preferência pelo jogo ofensivo, fica a expectativa para que fale mais alto, o bom senso do treinador, que assume agora um time limitado, que sofre diariamente com a pressão da torcida, e que precisa desesperadamente de vitórias.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

9ª Rodada do Italiano tem poucas surpresas

Higuaín converteu dois pênaltis duvidosos e deu a vitória ao Napoli Foto: AP
AP
Por Lucca Rebelato

No fim de semana, o Campeonato Italiano chegou a sua 9ª rodada. Sem grandes zebras, a classificação pouco mudou. No sábado, a Inter de Milão conseguiu importante vitória sobre o surpreendente Hellas Verona, no Giuseppe Meazza. 4 a 2, com gols de Palacio, Cambiasso, Rolando e Moras (contra). Martinho e Romulo marcaram para os visitantes. A Inter é 4ª, duas posições acima do time de Verona.

No sul, o Napoli conseguiu importante resultado ao bater o Torino por 2 a 0. Em duas penalidades discutíveis, Higuaín marcou os gols da partida. Os azzuri seguem na vice-liderança, empatados com a Juventus. Mais tarde no domingo, a vecchia signora venceu o Genoa, em casa, também por 2 a 0. Vidal e Tévez marcaram.

5 pontos à frente dos dois está a Roma. Em Udine, o time, jogando com um a menos, bateu a Udinese pelo placar mínimo. Bradley marcou a poucos minutos do fim e garantiu a manutenção dos 100% de aproveitamento. 

Quem continua patinando é o Milan. Fora de casa, após sair em desvantagem de dois gols frente ao Parma (marcaram Cassano e Parolo), o clube ainda foi buscar o empate com Matri e Silvestre. O time rossonero manteve o resultado até os 49 minutos da segunda etapa, quando Parolo marcou seu segundo, um golaço de falta, e garantiu os três pontos para os mandantes, 3 a 2. O Parma é 8º, duas posições à frente do Milan.

Finalmente, a Lazio voltou a vencer na competição. No Stadio Olimpico, os biancocelesti bateram o Cagliari por 2 a 0. Klose e Candreva balançaram as redes. O time é 7º. Já a Fiorentina, 5ª colocada, foi a Verona enfrentar o Chievo e saiu com uma boa vitória. No 2 a 1, Cuadrado anotou os dois gols da viola, enquanto Cesar marcou para os mandantes. 

Outros resultados

Sampdoria 1 x 0 Atalanta, Bologna 1 x 0 Livorno, Catania 0 x 0 Sassuolo.

Na 10ª rodada da Bundesliga, Borussia vence clássico, mas Bayern segue na liderança

Borussia Dortmund comemoração jogo Schalke (Foto: Reuters)
Reuters
Por Glauco Blasco

Schalke 04 e Borussia Dortmund fizeram um bom dérbi alemão em Gelsenkirshen. Melhor para os visitantes, que com os gols de Aubameyang, Sahin e Kuba bateram os rivais por 3 a 1. O gol de honra dos Azuis Reais foi de Meyer. No entanto, mais bolas na rede poderiam acontecer se os goleiros não estivessem tão inspirados, inclusive com Weidenfeller defendendo pênalti cobrado por Boateng. 

A vitória aurinegra serviu de alívio para seus torcedores, que viram seu time perder os dois clássicos na temporada passada. Vale mais uma vez destacar a linda festa da torcida do Borussia, entretanto, alguns torcedores mais exaltados jogaram sinalizadores e fogos no campo, o que atrasou o início da partida.

Jogando em seus domínios, o Bayern de Munique sofreu bastante para derrotar o Hertha Berlim por 3 a 2. Saiu perdendo o jogo com o gol logo no início de Adrián Ramos, porém virou com dois tentos de Mandzukic e um de Gotze. O curioso é que esses dois jogadores entraram no primeiro tempo devido às lesões dos substituídos. Ben-Hatira fez o segundo da equipe da capital, que não deixou os bávaros respirarem na partida.

Outros resultados: Stuttgart 1x1 Nuremberg, Bayer Leverkusen 2x1 Augsburg, Hannover 1x4 Hoffenheim, Mainz 2x0 Eintracht Braunschweig, Wolfsburg 3x0 Werder Bremen, Freiburg 0x3 Hamburgo, Borussia Monchengladbach 4x1 Eintracht Frankfurt.

G4: Bayern de Munique 26, Borussia Dortmund 25, Bayer Leverkusen 25, Borussia Monchengladbach 16.

Kleina merece ficar

Gazeta Press
Por Gabriel Fidalgo

O Palmeiras subiu e agora, como prometido pela diretora, o trabalho de Gilson Kleina será reavaliado para saber se ele permanecerá em 2014 no alviverde. Me parece um pouco injusto imaginar a demissão do treinador que em 2012 assumiu o time prontamente, a pedido do ex- presidente Tirone, sendo que à época, ele vinha fazendo um bom trabalho na Ponte Preta. Gilson poderia ter recusado, como fez com o Fluminense em 2011, mas a escolha de tentar livrar o time palmeirense do rebaixamento, coisa que até então Luiz Felipe Scolari não vinha conseguindo fazer, prova a coragem do treinador.

Coragem, porque todos sabiam da mudança da diretoria. Kleina poderia ter simplesmente caído com o time e sido demitido na sequência, ficando na história como o treinador do rebaixamento. 2013 começou, e acertadamente, a nova diretoria manteve o técnico. Durante todo o ano o trabalho foi de altos e baixos, normal, diante da fase de transição vivida pelo Palmeiras. Porém, a prova de que o trabalho foi eficiente, o time não perdeu nenhum clássico no Paulista, fez boa campanha na Libertadores, o que muitos não acreditavam, e agora está de volta a Serie A, sem grandes emoções, o que neste caso é ótimo.

Todos sabem, até mesmo dirigentes do Palmeiras, que o time não é maravilhoso, longe disso. Mas está adaptado a Kleina e os jogadores querem que ele fique. Trazer um técnico com maior currículo para treinar os mesmo jogadores não parece ser o certo, e está provado no futebol que esta atitude raramente funciona.

A nova diretoria do Palmeiras, que neste ano tomou atitudes sensatas e foi elogiada por todos quando, por exemplo, cortou ligações com organizadas e manteve o treinador no inicio do ano, tem a chance de acertar mais uma vez, mantendo Gilson Kleina para o ano do centenário. 

Vergonha, de quem?

Lancenet
Por Lucca Rebelato

No sábado, o Palmeiras recebeu o São Caetano no Pacaembu, precisando apenas de um empate para garantir matematicamente seu acesso. Junto a mais de 35 mil pessoas, estive presente ao estádio e o que chamou a atenção após a partida foi a atitude vergonhosa da organizada Mancha Alviverde. 

A tarde tinha tudo para acabar em festa. Com uma linda, realmente emocionante homenagem aos maiores ídolos da história do Palmeiras, o time entrou em campo vestindo, pela primeira vez, o uniforme comemorativo do centenário, que tem as cores da seleção brasileira. Quando a partida terminou, porém, a decepção da torcida com o fraco 0 a 0 era flagrante nos rostos de todos os presentes. Mas em respeito a impecável campanha, eu, como muitos, aplaudi a equipe. 

Foi então que surgiram da arquibancada amarela, perto de onde estava, gritos de "Mais que obrigação", "Time sem vergonha". Imediatamente, o restante do estádio, a maioria esmagadora, respondeu com vaias à Mancha Verde e gritos de apoio ao time. 

Tudo bem, o time do Palmeiras não é maravilhoso, não dá show e precisará, sim de mudanças para a próxima temporada, mas cumpriu com dignidade seu objetivo: voltar à Série A. Além disso, o elenco é de baixo custo, o que melhora o caixa para contratações. Somente por este fato, a atitude infeliz da organizada já era injustificada. 

Entretanto, o principal motivo para essa minoria se envergonhar é outro. A Mancha Verde, ultimamente, só causa prejuízos ao clube. O Palmeiras, em 6 partidas desta Série B, foi obrigado a jogar longe do Pacaembu por causa de atos de alguns vândalos infiltrados na organizada. Além disso, enquanto o verdão lutava para não cair no ano passado, mais uma vez perdeu o direito de jogar em São Paulo em 4 partidas por atitudes semelhantes no confronto com o Corinthians, fator decisivo para o rebaixamento.

Quando se tem um histórico como esse, o melhor que a organizada pode fazer é ficar quieta por um tempo e repensar suas ações antes de criticar aqueles que realmente estão trabalhando pelo Palmeiras. Nestes últimos anos, quem de fato deve ter vergonha é a Mancha Verde. Torcer, aplaudir, criticar, é válido em seu momento certo, mas violência e vandalismo, além de prejudicar o clube e o futebol em geral, ultrapassa a barreira esportiva e se torna caso de polícia. 

O que me conforta é saber que os verdadeiros torcedores alviverdes pensam da mesma maneira. Ao ouvir as críticas, pelo menos 70% do estádio voltou-se contra a Mancha Verde em uma sonora vaia. Logo após surgiram os cantos de incentivo e os aplausos, abafando a minoria descontente. Até outras organizadas, que também foram responsáveis (em menor escala) pelas punições ao clube, tomaram a mesma atitude que o restante do estádio. 

Na 10ª rodada do Campeonato Espanhol, Neymar brilha e Barça vence Real

Neymar comemoração gol do Barcelona jogo Real Madrid (Foto: Getty Images)
Getty Images
Por Glauco Blasco

No clássico das estrelas, o Barcelona recebeu o Real Madrid no Camp Nou e fez a lição de casa: 2 a 1. Um dos gols foi de Neymar, que teve grande atuação, principalmente no primeiro tempo. Na segunda etapa, Alexis Sánchez aumentou com um golaço de cobertura. Jessé ainda descontou no fim para o Real.

Na primeira etapa, o Barça foi amplamente superior. Neymar chamou a responsabilidade e infernizou a zaga merengue. Em contrapartida, o jogador mais caro da história, Gareth Bale, não apresentava a mesma atuação que o brasileiro, sendo apenas discreto. Dessa forma, o Barça chegou ao seu gol com a Joia e até poderia ter aumentado o placar com Lionel Messi, mas o argentino chutou para fora em lance cara a cara com Diego López.

Os culés até voltaram para o segundo tempo com o mesmo ímpeto da etapa inicial, quase ampliando o placar com Neymar, mas aos poucos o Real foi tomando conta da partida. O empate quase veio em arremates de Cristiano Ronaldo e Benzema, sendo que em uma delas o francês acertou o travessão. O Barça jogava nos contra-ataques e foi assim que chegou ao seu segundo gol, em cavadinha espetacular do chileno Alexis Sánchez. Jessé ainda descontou no fim após jogadaça de Cristiano Ronaldo.

Quem segue fazendo ótima campanha é o Atlético de Madrid, de Diego Costa. Os colchoneros não tiveram pena do Bétis e golearam por 5 a 0 no Vicente Calderón. Um dos gols foi anotado pelo brasileiro/espanhol, mas quem brilhou mesmo na partida foi David Villa, com dois tentos e uma assistência. Óliver e Gabi completaram o placar.

Outros resultados: Rayo Vallecano 0x3 Valladolid, Málaga 0x5 Celta de Vigo, Elche 0x1 Granada, Levante 3x0 Espanyol, Sevilla 2x1 Osasuna, Villareal 4x1 Valencia, Real Sociedad 3x0 Almería, Getafe 0x1 Athletic Bilbao.

G4: Barcelona 28, Atlético de Madrid 27, Real Madrid 22, Villareal 20.

domingo, 27 de outubro de 2013

Relembrar é viver parte 2: Santos X Corinthians Final do Brasileiro 2002

Acervo Santos FC

Por Lucas Saba

Santos e Corinthians protagonizaram a última final de campeonato brasileiro, um jogo que não saíra tão cedo da memória dos torcedores de ambos os lados.

Mas antes de falarmos do ápice da competição, vamos lembrar de como se deu a fase classificatória, um campeonato que continha vinte e seis equipes. O Santos não era um dos favoritos, por seus jogadores até então desconhecidos, e por não ganhar um brasileiro há trinta e quatro anos. Já o Corinthians levava um certo favoritismo por vir de um bicampeonato recente e possuir jogadores mais conhecidos do que o Santos.

Na primeira fase o clube do parque São Jorge almejou a terceira posição com uma boa e regular campanha. Já o time da baixada, conseguiu uma classificação emocionante e heroica na última rodada, ficando em oitavo lugar. Vieram os playoffs, o Santos pegou o líder São Paulo, e foi aí que a terceira geração de meninos da vila, começou a atacar. Venceu os dois jogos, despachando o arqui-rival em pleno Morumbi. Logo em seguida, enfrentou o Grêmio, em São Paulo. O Santos deu uma aula de contra ataque e fez três a zero. No jogo de volta, só segurou o placar e perdeu por um a zero, chegando assim à tão sonhada final.

O favorito e terceiro colocado Corinthians, começou sua campanha nos layoffs com uma sonora goleada sobre o Atlético Mineiro, em pleno Mineirão, com placar agregado oito a três para o time paulista. Mais a frente, pegou o time das laranjeiras em um jogo muito disputado. Perdeu o primeiro duelo e ganhou o segundo, mas por ter sido o terceiro e a equipe carioca, sétima, na fase classificatória, o alvinegro avançou para a final.

Enfim a esperada final, um clássico regional recheado de rivalidades. Ambos os jogos foram disputados no Morumbi. No primeiro, frente a sessenta mil torcedores, o Santos logo partiu para cima e aos quinze minutos o criticado Alberto abriu o marcador. No apagar das luzes, Renato fechou a conta para o peixe, dois a zero placar do primeiro jogo.

O decisivo e último jogo do campeonato atraiu um público de setenta e cinco mil pessoas, que encheram o Morumbi naquela tarde ensolarada. Então veio o lance que retrata a ousadia do DNA santista, dos chamados meninos da vila. Robinho, o menino da canela fina, recebeu a bola e avançou para cima do experiente Rogério, aplicou oito lindas pedaladas, até ser derrubado na área. Robinho, um a zero. No segundo tempo, Parreira mandou seu time para frente, e o Corinthians virou o jogo com gols de Deivid e do zagueiro Anderson. O Corinthians precisava de apenas mais um gol para ficar com o caneco. A tensão tomava conta do lotado Morumbi. Mas aos quarenta e três do segundo tempo, surge Elano para estufar a rede, e no último lance do jogo ainda deu tempo do lateral Léo deixar o seu.

Os meninos da vila tiraram o Santos do que parecia ser uma fila interminável. O clube era heptacampeão brasileiro, vencendo o seu maior rival. Nos dois jogos, os comandados de Leão colocavam ali seus nomes na história do Santos Futebol Clube.

Relembrar é Viver – Parte 1: Corinthians 5 x 1 Santos – Campeonato Paulista 2000

Gazeta Press
Por Gabriel Fidalgo

Corinthians e Santos faziam jogo válido pela fase inicial do Campeonato Paulista, e a atenção de todos estava voltada para o Colombiano Freddy Rincón, que havia acabado de trocar o Corinthians pelo Santos, e enfrentava pela primeira vez seus antigos companheiros de clube.

O ex-capitão corintiano era a principal contratação Santista para o ano de 2000. Já no Corinthians, era Edu o escolhido por Oswaldo de Oliveira para substituir o colombiano. Enquanto o Santos passava por uma reformulação em seu elenco, o Timão havia acabado de vencer o Mundial de Clubes, e tinha um time afinado no setor ofensivo, por isso era o grande favorito para o confronto.

Outro fato que chamou a atenção naquela tarde no Morumbi foi o encontro entre os desafetos Marcelinho Carioca e Rincón. Os anos que passaram juntos no Corinthians foram repletos de desentendimentos. Antes do apito inicial, um tímido aperto de mão. No jogo, entrada forte de Rincón em Marcelinho, que rendeu ao capitão Santista um cartão amarelo.

Com a bola rolando, o time corintiano não demorou a abrir o placar. Em um lance de oportunismo, Marcelinho acreditou em uma bola quase perdida e cruzou para o capetinha Edílson não perdoar o goleiro Carlos Germano, 1 a 0 Timão.

O massacre de fato, só começou no segundo tempo, quando Vampeta, em um chute de fora da área, ampliou para o Corinthians. A partir daí, a defesa Santista amoleceu a marcação, facilitando o trabalho para a dupla Ricardinho e Marcelinho. Em dois passes de Ricardinho, o eterno pé de anjo da fiel marcou mais dois gols. No último minuto regulamentar, Ricardinho, que anos mais tarde seria Campeão Brasileiro pelo peixe, fez o quinto do Corinthians. Ainda deu tempo para Claudiomiro fazer o gol de honra do Santos.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Onde está a paixão?

Hernane gol Flamengo jogo Botafogo (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
André Durão/globoesporte.com
Por Lucca Rebelato

Depois de assistir a duas partidas da Copa do Brasil ontem, imediatamente me veio à cabeça a diferença de postura das equipes. Como deu gosto ver o Flamengo jogar, lutar, dar a vida por todas as bolas, frente ao Botafogo, um adversário, em minha opinião, superior tecnicamente. Como foi vergonhoso ver Alexandre Pato, ex-atacante da seleção brasileira, bater um pênalti com tamanha displicência e sair de campo como se nada houvesse acontecido.

O que dizer sobre Hernane, alvo de uma chuva de críticas, inclusive da sua própria torcida, por não ter grande qualidade técnica? O "brocador" tem paixão pelo que faz, batalha por cada jogada e não precisa de mais de um toque na bola para colocá-la nas redes. Prova disso? Ele é o artilheiro do Novo Maracanã.

Hoje, muitos se preocupam em marcar golaços, em calçar sempre a chuteira mais tecnológica, em se observarem no telão para ver se o penteado ainda está de pé. Mas pergunte ao torcedor qual é a maior emoção em todos os jogos de seu time. Não importa onde, no estádio, na TV ou no rádio, é o gol que faz qualquer um vibrar, de raiva ou de felicidade. São aqueles segundos os mais preciosos para o apaixonado por futebol, e Hernane sabe proporcioná-los, sem luxo, sem vaidade.

Outro ponto que se destaca desta partida foi a torcida, que pareceu, desde o primeiro minuto, espelhar o espírito das equipes. Os mais de 50 mil flamenguistas não se calaram por sequer um momento, um show. Enquanto isso, os 8 mil botafoguenses pareciam calados, como se assistissem ao velório de seu time, que de fato era enterrado dentro de campo (4 a 0). O Botafogo, de Garrincha, Nilton Santos, Jairzinho e tantos outros não merece ter, em uma partida decisiva contra um rival histórico, menos de 10 mil torcedores presentes.

Enquanto isso, no Sul, Grêmio e Corinthians faziam duelo parecido. O tricolor gaúcho, ao contrário do que se esperava, buscou o ataque durante toda a partida, enquanto os paulistas apenas se defendiam. Tite, que me desculpe, mas qual técnico campeão do mundo entra em campo com mais medo de perder do que vontade de ganhar? Pela lógica do treinador, se todos os jogos terminassem em zero a zero, ele estaria satisfeito. É muito pouco para o Corinthians. 

Foi na disputa de pênaltis que veio o golpe final. Alexandre Pato, na última cobrança, bate a penalidade de maneira bizarra, sem vontade de marcar, sem a paixão que sobrou ao Flamengo. Me imagino o que pensou Dida, ídolo corintiano, ao defender a finalização (se é que podemos chamar assim). Vergonha, pena, raiva?

O fato é que falta paixão aos jogadores hoje em dia. Muitos que fazem esta mesma crítica dizem que, com o dinheiro que um atleta de time grande recebe, ele tem a obrigação de se doar ao máximo. Eu penso diferente. Não é pelo salário que um jogador deve se motivar.

Como todo bom mooquense, vou frequentemente aos jogos do Juventus, e posso dizer que os jogadores, mesmo recebendo 10, 20 vezes menos que um atleta de Série A, dão em campo até sua última gota de suor. Não por dinheiro, mas por paixão pelo futebol e respeito à camisa que vestem. É assim que um verdadeiro jogador conquista uma torcida. 

Quem é o culpado?

Alexandre pato corinthians pênalti grêmio copa do Brasil (Foto: Vinícius Costa / Agência Estado)
Vinícius Costa/ Agência Estado
Por Glauco Blasco

Com a eliminação diante o Grêmio, o Corinthians dificilmente estará na Libertadores do ano que vem. Isso é uma vergonha para um clube que investiu tanto nessa temporada, gastando cerca de R$ 40 milhões em apenas um jogador, Alexandre Pato. A culpa pelos maus resultados vai do atacante à Tite, passando pela saída de Paulinho, pelos erros da diretoria, entre outros.

Em 2012, o Corinthians ganhou a tão sonhada Libertadores e o Bi-Mundial sobre o poderoso Chelsea. A equipe jogava com raça, fazia marcação pressão na saída de bola do adversário, contra-atacava com rapidez e não tinha estrelas. Panorama que mudou e muito em 2013, a começar com a contratação do badalado Alexandre Pato.

Apesar dos dois títulos conquistados (Paulistão e Recopa Sul-Americana), o Timão ficou longe de encantar o seu torcedor. Ganhou o fraco estadual eliminando o São Paulo nos pênaltis na semifinal, após ver o rival ser superior nos 90 minutos, e foi campeão diante um Santos que tinha como tática "bola no Neymar".

No torneio internacional não foi diferente, na qual o Corinthians enfrentou um São Paulo "morto", em uma série incrível de jogos sem vencer, uma das piores fases da história do clube. Assim, os dois títulos ganhos pelo Timão mascaravam a má temporada da equipe.

As deficiências na equipe ficaram mais nítidas com a venda de Paulinho. Guilherme já não teria condições de substituir o ótimo volante da Seleção Brasileira, imagina Ibson e Maldonado? Nessa história, a diretoria juntamente com o técnico Tite erraram feio.

A falta de gols do ataque corintiano, bem como, a forma como o time vem jogando deve-se aos jogadores e ao Tite. Os atletas que já conquistaram o mundo parecem estar acomodados com essa situação ruim e a dedicação não é a mesma que outrora. Já o técnico, obcecado pela defesa, não tenta algo diferente e vem realizando substituições infelizes.

A recuada de Pato à Dida nas cobranças de pênaltis é apenas mais um episódio ruim nesse ano do Corinthians, que também teve goleada sofrida para a Portuguesa, derrota para o desconhecido Luverdense, diversos jogos sem vencer e/ou marcar gols. Vários fatores são responsáveis por esse ano, que mesmo com os dois títulos, não foram capazes de deixar o corintiano feliz.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Relembrar é Viver: Corinthians x Grêmio - Final da Copa do Brasil 1995

Placar
 Por Gabriel Fidalgo

Quando Corinthians e Grêmio se enfrentam pela Copa do Brasil, o que não falta é emoção. Será assim amanhã e foi assim há 18 anos em duelo válido pela finalissima. O ano de 1995 foi mais que vitorioso para o Tricolor Gaúcho. O elenco que contava com nomes como Paulo Nunes, Jardel, Danrlei, Arce, e outros conquistou, naquele mesmo ano, o título da Libertadores da América. Já o Corinthians conquistaria naquele ano o Campeonato Paulista, quebrando uma sequencia de títulos do Palmeiras, e contava com nomes um pouco mais modestos, mas que jogavam com a raça que a fiel sempre admirou.

O favorito absoluto era o time de Luiz Felipe Scolari, porém, no primeiro jogo realizado no Pacaembu, o time paulista comandado por Marcelinho Carioca e Viola massacrou o rival em oportunidades de gol. O placar só foi aberto depois de diversas chances serem desperdiçadas ou acabarem em grandes defesas de Danrlei. Gol de Viola na bola parada de Marcelinho. O balde de água fria veio no segundo tempo, Luiz Carlo Goiano empatou, em vacilo da defesa corintiana. Mas, em uma cobrança de falta magistral, Marcelinho levou o Pacaembu ao delírio com um chute certeiro no ângulo de Danrlei.

No jogo decisivo no Estádio Olímpico, a rivalidade começou cedo. Segundo relato de Zé Elias, o Timão enfrentou fogos à noite, vestiário sem água e uma força excessiva dos gremistas. O técnico Eduardo Amorim do Timão, preparou uma surpresa, ao invés de defender, o Corinthians atacou forte nos primeiros minutos, criou chances em rápidos contra-ataques, até que em uma bola roubada por Souza, Marques acelerou em direção ao gol, tocou para Viola que foi desarmado pela zaga gremista. A bola sobrou para Marcelinho, o nome do confronto, marcar o gol do primeiro título de Copa do Brasil corintiano.

A partir dai, foi a vez da estrela do goleiro Ronaldo brilhar, ele fechou o gol, com defesas que ficaram para sempre na memória da torcida do Corinthians. No apito final, vitória de um elenco que contava com a força de Zé Elias, velocidade de Marques, qualidade na bola parada de Marcelinho e o oportunismo de Viola, além de Ronaldo, goleiro que para muitos é o maior da história alvinegra.

Na 9ª rodada do Campeonato Espanhol, Real Madrid vence e diminui vantagem dos líderes

Comemoração do Real Madrid contra o Malaga (Foto: Agência AP)
Agência AP
Por Glauco Blasco

No Santiago Bernabéu, Real Madrid e Málaga se enfrentaram. Melhor para o time da casa, que com boa atuação do argentino Di María, autor inclusive de um gol, bateu os Boquerones por 2 a 0. Cristiano Ronaldo não jogou bem, mas também deixou o dele, de pênalti. Vale destacar a ótima atuação do goleiro Caballero, que não permitiu que seu time sofresse uma goleada. Assim, o Real, que contou com a volta de Bale, foi à 22 pontos na 3ª colocação, ficando há 3 do rival Barcelona.

Barcelona que perdeu o 100% na competição após empatar com o Osasuna, fora de casa. Depois de 224 dias, Puyol voltou aos gramados e não viu sua equipe desempenhar um bom futebol, fato raro para os catalães. Neymar tentou algumas jogadas individuais, entretanto, não obteve êxito. Messi, ausente nos últimos jogos, entrou na segunda etapa para mudar o panorama da partida, mas também não conseguiu. Dessa forma, os blaugranas foram à 25 pontos, mantendo a 1ª colocação graças à derrota do Atlético de Madrid.

Os colchoneros, com 8 vitórias em 8 jogos, não aproveitaram o vacilo do Barcelona e foram derrotados pelo Espanyol. O time da casa foi melhor no jogo todo e mereceu o resultado, conquistado com o gol contra do goleiro Courtois. Diego Costa, que vive impasse sobre qual seleção (Brasil ou Espanha) defenderá, não teve boa atuação e chutou para fora a única chance criada. O Atlético de Madrid parou nos 24 pontos, na 2ª colocação.

Outros resultados: Valencia 1x2 Real Sociedad, Granada 0x2 Getafe, Almería 0x1 Rayo Vallecano, Bétis 1x2 Elche, Valladolid 2x2 Sevilla, Celta 0x1 Levante, Athletic Bilbao 2x0 Villareal.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Mesmo com dois jogadores a menos, São Paulo aguenta a pressão do Bahia e vence

aloisio BAHIA X SÃO PAULO (Foto: Edson Ruiz/Agência Estado)
Edson Ruiz/Agência Estado
Por Glauco Blasco

As expulsões de Denílson e Maicon, aos 33 do primeiro e 30 do segundo tempo, não foram capazes de frear a reação do São Paulo no campeonato. Jogando na Bahia contra o time da casa, o Tricolor paulista se impôs na etapa inicial, e limitou-se a defender na segunda etapa, devido a forte pressão baiana, mesmo que desorganizada.

O Soberano mandou no jogo na primeira etapa, possuindo o domínio da bola e das ações ofensivas. O gol logo surgiu com Paulo Miranda, porém foi erroneamente anulado por falta no goleiro Marcelo Lomba, que só o juiz viu. O tento que valeu surgiu após lançamento de Rafael Toloi, que encontrou Aloísio livre para estufar as redes. O Boi Bandido, como de costume, "brigou" a partida inteira e graças à essa disposição, conquistou a admiração do torcedor são-paulino.

O Tricolor Baiano, com exceção de um chute de Feijão que foi de encontro à trave, não ameaçou o adversário. Assim, Denílson tratou de "ajudar" os baianos, entrando de sola em William Barbio, e consequentemente, recebendo o cartão vermelho. Foi a terceira expulsão do jogador no Brasileirão, o que mostra o quanto ele vem prejudicando o São Paulo.

Veio a etapa complementar e a mudança natural de postura do Tricolor Paulista aconteceu. O time permitia que o Bahia controlasse a posse de bola e tentava, por meio de rápidos contra-ataques, matar a partida. Mas era pra ser sofrido e Maicon foi outro a acrescentar drama na história do jogo. O volante reclamou de uma falta, tomou cartão amarelo e não contente, ironizou o árbitro Sandro Meira Ricci, o aplaudindo. Resultado: Expulsão e aumento da pressão dos baianos.

O Tricolor Baiano foi para o abafa e cada bola tirada pela defesa do São Paulo era comemorada pela torcida paulista. Embalado pelo grito de "time de guerreiros", o Soberano resistiu à pressão e conquistou importante resultado, que o coloca cada vez mais distante da temível zona da degola.

É visível o crescimento da equipe com a chegada de Muricy Ramalho, que estabeleceu um padrão de jogo e resgatou a confiança dos jogadores. O time pode "salvar o ano" com a conquista da Copa Sul-Americana, o levando para a Libertadores. Entretanto, independentemente do que vier a acontecer, o São Paulo necessita de uma grande renovação no seu elenco.

Grandes jogos e liderança disparada da Roma marcam a 8ª Rodada do Calcio

Pjanic comemora gol do Roma contra o Napoli (Foto: Agência Reuters)
Reuters
Por Lucca Rebelato

Quem segura a Roma? Após mais uma rodada com vitória do clube da capital e os 100% de aproveitamento mantidos, muitos já começam a imaginar um título com certa facilidade, mesmo no início do campeonato. Na sexta, os giallorossi bateram o vice-líder Napoli em casa por 2 a 0. Os gols foram marcados pelo bósnio Pjanic. Agora, a vantagem da Roma sobre os napolitanos é de 5 pontos. 

Já o Milan, no sábado, conquistou importante vitória, pelo placar mínimo, contra a Udinese. Na partida que marcou a volta de Kaká ao San Siro, Valter Birsa foi o nome do gol. Aliás, um golaço. Apesar dos 3 pontos, a grande inconstância dos rossoneri ainda deixam o time brigando no meio da tabela. Agora, o Milan é 8º. 

Em clássico disputado em Firenze, a Juventus levou uma virada incrível contra a dona da casa, Fiorentina, e perdeu a chance de tomar a 2ª colocação. Depois de a Juve abrir 2 a 0 (gols de Tévez e Pogba), a viola, agora 5ª, conseguiu uma grande reação, com 3 gols de Giuseppe Rossi e um de Joaquin. Final, 4 a 2.

Na partida mais emocionante da rodada, a Inter foi a Turim, enfrentar o Torino, e acabou saindo com o empate. Com um jogador a mais e depois de ter desperdiçado uma penalidade, os mandantes abriram o placar com Farnerud. Depois de o colombiano Guarín empatar, o promissor Immobile colocou a vantagem nas mãos do toro. Então, Rodrigo Palacio tratou de virar a partida para os visitantes. Porém, no último minuto, Bellomo deu números finais. 3 a 3. A Inter é 5ª.

A Lazio segue sua sequência sem vitórias. Contra a Atalanta, em Bergamo, Cigarini e Denis marcaram para o time da casa, enquanto o gol dos biancocelesti foi marcado por Perea. Quem segue surpreendendo é o Hellas Verona. O recém-promovido venceu, em casa, o Parma por 3 a 2. Agora, o clube é 4º. 

Demais partidas

Cagliari 2 x 1 Catania, Genoa 2 x 1 Chievo, Livorno 1 x 2 Sampdoria, Sassuolo 2 x 1 Bologna

domingo, 20 de outubro de 2013

Corinthians volta a marcar após quatro jogos e vence Criciúma em Itu

FolhaPress
Por Gabriel Fidalgo

O triunfo do Timão diante do Criciúma serviu para acabar com o jejum de gols do time, que já duravam quatro jogos. Também, para o atacante Pato desencantar e afastar o time paulista do risco de uma possível queda.

Com toda a pressão sofrida durante a semana, o Corinthians encarou, desde o primeiro minuto, o jogo como uma decisão. Mesmo longe de ter uma atuação como no ano passado, o alvinegro adiantou a marcação e pressionou o time catarinense no primeiro tempo, mas novamente sofreu para criar jogadas. Fica claro que falta ao time um jogador para colocar a bola no chão e criar com qualidade, Douglas tem desempenhado este papel, mas, sem opções para lançar, o meia fica quase sempre perdido entre os volantes adversários.

Foi mais na base da vontade de vencer do que com qualidade que o Timão criava chances para abrir o placar. Até que no comecinho do segundo tempo, Douglas cobrou escanteio e Pato marcou o único gol do jogo. Vale destacar que a boa atuação de Walter, que entrou no lugar do lesionado Cássio, ainda no primeiro tempo, e a volta de Renato Augusto, que retorna ao time para quem sabe, ao lado de Douglas, dar uma qualidade a mais no passe para os atacantes.

Também é importante ressaltar o aspecto físico do time do Corinthians. Fica nítido em determinados momentos o esgotamento dos jogadores alvinegros. A prova disso foi a queda de produção de determinados atletas no segundo tempo, fato esse que tem se repetido nas partidas do time.

Com o resultado a seu favor, o Corinthians recuou e sofreu forte pressão do Criciúma, que chegou perto de empatar em alguns lances. Mas no final, o time de Tite se reencontrou com os três pontos. Agora cabe ao Timão eliminar qualquer risco de rebaixamento o mais rápido possível e lutar para vencer uma difícil partida contra o Grêmio, pela Copa do Brasil, competição esta que pode salvar o segundo semestre corintiano.

sábado, 19 de outubro de 2013

Palmeiras vence com jogador a menos e segue rumo ao título

Wagner Carmo/Vipcomm
Por Lucca Rebelato

O Palmeiras, em contagem regressiva para o acesso à Série A, enfrentou o Bragantino, no interior paulista. Diante de milhares de palmeirenses, em maior número que a torcida local, o time não fez feio, jogou bem e conquistou importantes 3 pontos. 

Apesar dos muitos desfalques, o Palmeiras começou a partida ocupando o campo de ataque e, assim, as chances não demoraram a aparecer. Logo aos 5 minutos, Vinícius limpa a marcação para o meio e chuta para uma boa defesa de Leandro Santos. Nas mãos do camisa 1 também parariam as finalizações de Henrique e Luis Felipe. 

Mas, aos 27 minutos, o verdão chegaria ao gol. Alan Kardec recebe livre pelo meio, tem espaço de sobra para avançar e, na entrada da área, solta uma pancada, no canto baixo do goleiro, para abrir o marcador. Ainda no primeiro tempo, Fernandinho avança pela esquerda e obriga Leandro Santos, o nome da partida pelo Bragantino, a fazer linda defesa.

Na segunda etapa, logo aos 6 minutos, as coisas se complicaram para o Palmeiras. Leandro e Robertinho se envolvem em confusão e recebem o cartão amarelo. Como o atacante do verdão já estava pendurado na partida, recebeu o vermelho.

Antes do final da partida, mais um desentendimento. Guilherme Mattis, zagueiro do Braga, esperava por atendimento médico fora de campo quando, percebendo que o Palmeiras bateria o escanteio rapidamente, rolou para dentro do gramado. Henrique não gostou da atitude e bateu boca com os adversários. A única medida do árbitro foi um cartão amarelo para o goleiro Leandro Santos.

O Palmeiras, pouco atacado, aos poucos saía para o jogo. Alan Kardec, em cobrança de falta, quase marcou seu segundo. Bola no travessão. Logo em seguida, o centroavante acaba sentindo lesão e Gilson Kleina, sem alterações restantes, é obrigado a deixar o camisa 14 em campo no sacrifício. Então, pressão do Bragantino. Primeiro, Prass salva. Depois, a bola cruza a pequena área por 3 vezes até Henrique cortar. No último lance do jogo, ainda deu tempo para ampliar. Wesley recebe livre em contra-ataque, limpa o marcador e bate forte para selar o placar, 2 a 0.

Com a vitória, o torcedor do Palmeiras passa a contar nos dedos os pontos restantes para o acesso e, possivelmente, o título. O fato é que a diretoria montou um elenco que não dá show, mas é extremamente eficiente e cumpre com competência o seu objetivo: voltar à Série A. Agora, a dúvida na cabeça do palmeirense é se, no ano que vem, o clube terá condições de ao menos brigar de igual para igual na parte de cima da tabela. 

Relembrar é Viver: Bragantino x Palmeiras - Paulistão 2008

UOL
Por Lucca Rebelato

No Paulistão de 2008, o Palmeiras, após alguns tropeços, foi a Bragança Paulista enfrentar o Bragantino. A partida marcava a 13ª rodada da competição e, ao contrário da expectativa de muitos, acabou sendo um jogo extremamente emocionante, com 7 gols e grandes reviravoltas.

Desde o apito inicial, a partida foi aberta. Gléguer e Marcos trabalhavam constantemente e o gol era questão de tempo. Quem abriu o placar foram os mandantes. Paulinho recebe passe de André Gaspar pelo meio, aplica belo drible em Henrique e abre o placar. 

Então, o lance que mudaria a cara do jogo acontece. Marcos e Malaquias se estranham na área. Depois de agressões mútuas, o árbitro Paulo César de Oliveira expulsa apenas o goleiro alviverde e dá pênalti para o Bragantino. Nunes desloca Diego Cavalieri com categoria e amplia o placar. Na comemoração, o centroavante imita o "choro" de Valdívia. Mas era cedo para comemorar.

Quando todos imaginavam uma vitória fácil do time de Bragança, o Palmeiras melhora na partida e, mesmo com um jogador a menos, corre atrás do resultado. Kléber briga pela bola na ponta direita, faz o giro na marcação e enfia para Diego Souza. O camisa 7 invade a área e solta uma bomba para marcar o primeiro gol do verdão. 

Pouco depois, sai o empate. Pierre arrisca de fora da área, Gléguer dá rebote. Valdívia entra livre, mata no peito e toca com categoria, no canto, 2 a 2. No fim do primeiro tempo, o volante César Gaúcho, do Bragantino, faz falta no chileno e recebe o segundo amarelo. 3 minutos mais tarde, era a vez de Da Silva ir para o vestiário mais cedo. O Palmeiras, naquele momento, tinha a vantagem numérica. 

Logo aos 3 minutos da segunda etapa, o alviverde vira o placar. Leandro recebe passe de Kléber, sai cara a cara com Gléguer e bate forte, de pé esquerdo. Mais tarde, Denílson invade a área pela esquerda, divide com a marcação e o árbitro anota um pênalti inexistente. Porém, o volante Léo Lima faz justiça e isola a cobrança.

Mas o Palmeiras não se abalou e, sem perder tempo, marcou o 4º gol. Valdívia recebe em velocidade pela direita, dá finta desconcertante no goleiro Gléguer e presenteia Denílson com seu primeiro gol vestindo a camisa alviverde. Para terminar, Lenny arma contra-ataque e rola para o próprio Denílson, que bate fraco, mas conta com a ajuda do gramado. A bola quica em um "morrinho", encobre o camisa 1 do Bragantino e morre no fundo da rede. Fim de jogo, 5 a 2.

Depois dessa partida, o Palmeiras conseguiu boa sequência e se classificou para as semifinais. Após passar por São Paulo e Ponte Preta, o jejum de títulos estaduais, que já durava 12 anos no clube Palestra Itália, estava finalmente encerrado.

O incoerente STJD

Marcelo Hazan
Por Gabriel Fidalgo

A punição imposta ao ABC pelo o Superior Tribunal de Justiça Desportiva foi um assunto debatido hoje no CT do Palmeiras.  A sentença de apenas uma multa de 30 mil reais ao time nordestino, irritou e com razão, o técnico Gilson Kleina. Para o treinador alviverde, faltou bom senso ao Tribunal, uma vez que o Palmeiras foi punido com perda de dois mandos de campo, por muito menos, uma briga entre torcedores da própria organizada do time.

O episódio de superlotação no jogo entre ABC e Palmeiras, poderia ter terminado de forma trágica. A imagem de pessoas tendo que escalar a grade e crianças no meio do tumulto, parece não ter chamado a atenção do Tribunal, que deveria ter decretado uma pena muito mais severa ao ABC.

Essa incoerência na hora de administrar o futebol, deixa a todos que gostam do esporte, inconformados. Se o objetivo é mesmo moralizar o futebol, a lei deveria valer igual para todos, não apenas para alguns. Ainda hoje, o STJD sinalizou que poderá punir tanto São Paulo como Corinthians, pelo tumulto nas arquibancadas do Morumbi no último domingo. Pelo visto, teremos mais polêmicas pela frente.

O ideal seria se o STJD estipulasse punições fixas para cada tipo de ocorrido, como invasão de campo, sinalizadores, brigas com policiais, etc. Restaria apenas impor as penas aos responsáveis. Penas iguais para todos os times, não importando divisão, esse seria o caminho certo para moralizar o futebol brasileiro.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Barcos desencanta e Grêmio faz Corinthians se aproximar da zona do rebaixamento

Lucas Uebel/ Grêmio FBPA
Por Glauco Blasco

Na Arena do Grêmio, o Corinthians fez com o time da casa uma prévia do confronto que virá pela Copa do Brasil, semana que vem. Melhor para os gaúchos, que aproveitaram uma das poucas chances criadas e fizeram seu gol com Barcos, que não marcava há 9 jogos. Ademais, esse foi o primeiro tento do argentino diante o Timão.

No primeiro tempo, o Alvinegro foi superior ao Tricolor. Apresentou boas trocas de passes, Douglas deixou Diego Macedo(muito participativo) na cara do gol, Romarinho e Emerson fizeram jogadas individuais. Entretanto, gol que é bom, nada. É muito estranho escrever isso, mas a especialidade dos dois atacantes não é bola na rede.

O Grêmio joga feio, apostando nas bolas aéreas e na forte marcação. Tanto que Renato Portaluppi escala sua equipe com três zagueiros e o mesmo número de volantes, deixando jogadores como Zé Roberto e Elano no banco. No entanto, essa formação vem se mostrando eficiente, já que o Imortal está na segunda colocação.

Mesmo com toda essa eficiência, o esquema foi alterado no intervalo. O zagueiro Bressan deu entrada ao meia Maxi Rodríguez. O uruguaio mudou o jogo e deu um passe perfeito para Barcos marcar. O que se via era um Grêmio muito mais ligado, com vontade de ganhar. Em contrapartida, a apatia reinava no Corinthians e Emerson Sheik era o único a tentar algo diferente.

Tite, assim como sua equipe, está longe de viver uma boa fase técnica. O treinador continua insistindo com Ibson, um jogador que erra tudo o que tenta. Além disso, o técnico tem medo de ousar. Ontem, precisando mais uma vez correr atrás do resultado, não colocou atacantes no time. Troca volantes, faz diversas improvisações, e nada muda.

Não acredito que o Corinthians vá cair mais uma vez, deve ficar no meio da tabela. A única chance de chegar à Libertadores está na Copa do Brasil, competição na qual um empate sem gols, especialidade da equipe, não é mau resultado.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Portuguesa se recupera e bate o Criciúma fora de casa

Comemoração da Portuguesa contra o Criciúma  (Foto: Fernando Ribeiro / Agência estado)
Fernando Ribeiro/Agência Estado
Por Lucca Rebelato

A Portuguesa foi à Santa Catarina enfrentar o ameaçado Criciúma. Os dois times precisavam da vitória para se afastarem da zona de rebaixamento, sendo que o confronto era direto pela diferença de apenas 2 pontos entre as equipes. 

No início da partida, apagão no Criciúma. O time parecia não se encontrar em campo, errava muitos passes e não ia muito além de sua intermediária. A Portuguesa, então, tentava de todas as maneiras se aproveitar da desorganização dos catarinenses. Luis Ricardo aparecia frequentemente livre pela direita. E o gol não demorou a sair. Aos 9 minutos, depois de escanteio, Gilberto pega a sobra, limpa a marcação e chuta uma bola rasteira, que passa por toda a defesa e entra. 

Logo em seguida, aos 13, a Lusa chegaria ao segundo. Matheus Ferraz erra feio, se atrapalha com a bola e perde para Gilberto. O atacante leva pela esquerda e cruza para trás. Bergson aparece livre e empurra para o gol. 

O Criciúma então passou a equilibrar a partida e as chances apareceram para as duas equipes. Lins tenta de sem-pulo e quase marca. Depois, Souza acerta a trave em cobrança de falta e no rebote Galatto salva o terceiro gol. Fabinho e Daniel Carvalho fizeram Lauro trabalhar. Mas o primeiro tempo acabou sem mais gols.

Na segunda etapa, os mandantes melhoraram. No primeiro minuto, Willian Arão salva em cima da linha. Matheus Ferraz, em sobra na área, coloca na trave. Mas o zagueiro foi persistente. Aos 25 minutos, depois de cruzamento de Fabinho, ele chega à bola mais rápido que Lauro para diminuir o placar.

Então, o Criciúma foi para a pressão. Porém, quem assustava mais era a Portuguesa nos contra-ataques. E aos 46 minutos, Henrique recebe de costas para a marcação, gira, e toca de esquerda com categoria, no cantinho. 3 a 1.

Com a vitória, a Portuguesa se recupera dos últimos 2 resultados adversos e volta a sonhar com a Copa Sul-Americana. O time de Guto Ferreira deve agora se preocupar em conseguir os 3 pontos em todas as partidas que fará em casa para manter uma posição confortável na tabela. Já o Criciúma deve olhar para o descenso com mais temor e agilizar sua recuperação, já que sempre que o tigre dá mostras de que pode embalar, perde pontos em casa e vê seus objetivos mais distantes.

Com time misto, Palmeiras vacila e perde para o Icasa

Leandro Coutinho
Por Lucas Saba

Nesta terça-feira, o Palmeiras acabou retardando o seu acesso antecipado com a derrota para a equipe do Icasa, em Juazeiro do Norte, no Ceará. O time paulista jogou com nove desfalques e sentiu muito as ausências, fazendo um jogo até então atípico na Série B, apático e sem fazer grandes esforços para sair da forte e eficiente marcação do time da casa. O gol saiu logo na primeira etapa, em uma falha coletiva do sistema defensivo do Palmeiras, onde o Icasa soube aproveitar e marcar o único gol da partida.

O Icasa faz um ótimo segundo turno até aqui nessa serie B, com essa vitória pulou para o nono lugar, a apenas dois pontos do sonhado G-4. O problema da equipe cearense é a sua péssima campanha longe de seus domínios; não consegue manter uma regularidade. Em contrapartida, é um time que joga pra cima de seus adversários. Não é a toa que é a quarta equipe que mais venceu jogos nesse campeonato.

O Palmeiras não tem com o que se desesperar. Uma derrota para um time inferior tecnicamente, porém com nove importantes desfalques, e jogando fora de casa, não é um resultado tão ruim. O time paulista soma sua quinta derrota na competição, fato que adiou o tão almejado acesso antecipado. O único que pode ter ficado com uma pulga atrás da orelha após essa derrota é o professor Gilson Kleina, que, a cada tropeço de sua equipe nessa fraca Série B, tem sua renovação é posta em cheque. Lembrando que seu contrato vai até o fim de dezembro.

Relembrar é viver: Santos 3x1 Internacional - Libertadores 2012

Placar
Por Glauco Blasco

Em jogo válido pela fase de grupos da Libertadores de 2012, Santos e Internacional se enfrentaram na Vila Belmiro. Melhor para a equipe paulista, que superou o Colorado com atuação e gols fantásticos de Neymar.

A joia santista completava naquele dia 3 anos de profissional e resolveu se presentear. Com pressão total do Peixe desde o início, o gol logo apareceu. Borges foi agarrado por Índio na área e Neymar converteu o pênalti.

O Internacional, com exceção de jogadas concluídas por D'Alessandro e Elton, pouco ameaçava o alvinegro da Vila Belmiro. Em contrapartida, o Santos não parava de criar chances. Na melhor delas, Neymar acertou uma bomba na trave.

Na segunda etapa, o Colorado voltou mais ligado e se não fosse por uma defesa milagrosa de Rafael, teria empatado o jogo com Leandro Damião. Entretanto, a noite era de Neymar e ele fez uma obra prima que o levaria novamente a concorrer ao prêmio Puskás, que premia o autor do gol mais bonito do ano em todo o mundo.

A joia pegou a bola no campo de defesa do Peixe, passou por Bolatti, Guiñazu, Rodrigo Moledo e com um leve toque venceu o goleiro Muriel. Gol antológico. Logo em seguida, Leandro Damião tentou estragar a festa do craque e diminuiu a vantagem santista, aproveitando cruzamento de Oscar.

Era noite de Neymar e apenas ele poderia dar números finais ao jogo. E o fez. Em mais uma arrancada, deixou Tinga e Rodrigo Moledo para trás, e com um toque magistral de cobertura, matou Muriel.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Em jogo fraco, Brasil vence a Zâmbia

Dedé comemoração jogo amistoso Brasil e Zâmbia (Foto: Mowa Press)
Mowa Press
Por Lucca Rebelato

Durante os treinamentos durante a semana, Felipão já demonstrava que entraria em campo contra a Zâmbia com um time repleto de reservas. Para alguns, a grande chance de apresentar um bom futebol e garantir vaga entre os 23 que disputarão a Copa do Mundo. 

Porém, quem imaginava uma goleada fácil do Brasil se enganou. Felipão apostou em uma estratégia com três volantes (Lucas Leiva, Paulinho e Ramires, mais adiantado), o que acabou deixando o meio-campo da seleção lento e com pouca criatividade. Mesmo assim, as chances foram aos poucos aparecendo, devido à fragilidade técnica da seleção africana.

Logo aos 5 minutos, Neymar acerta o travessão em cobrança de falta. Daniel Alves, pouco tempo depois, aproveita bela ajeitada de Ramires e bate com perigo. Lucas Moura e Ramires ainda desperdiçaram boas oportunidades. Mas conforme o primeiro tempo foi passando, era claro que a comunicação e o entrosamento tão elogiados na Copa das Confederações não era o mesmo com tantos reservas em campo. 

Então, na segunda etapa, Scolari fez a substituição que mudou a cara da partida. A entrada de Oscar deu mobilidade ao meio-campo. Neymar passou a receber mais bolas e levar mais perigo. Porém, seria o próprio Oscar quem abriria o placar, aos 13 minutos. Em chute de fora da área, a bola desvia no zagueiro, encobre o goleiro Mweene e morre no fundo do gol.

Logo depois, aos 20, o Brasil chegaria ao segundo gol. Neymar bate falta pela direita e o zagueiro Dedé, um dos testados por Felipão no time titular, sobe mais que a defesa para conferir. Após o segundo gol, mais jogadores de olho em uma vaga na Copa do Mundo entraram. Henrique, Bernard e Hernanes foram colocados em campo, porém com o jogo ganho e apenas alguns minutos de serviço, pouco puderam apresentar. 

Com essa partida, fica claro que ainda existem vagas a serem preenchidas na lista de Scolari. Pato e Lucas Moura não fizeram uma boa partida, mas ainda há tempo para convencer a comissão técnica. Enquanto isso, os jogadores que querem disputar a Copa do Mundo e concorrem a apenas uma vaga, como Henrique e Dedé, ainda que na condição de reserva, deverão correr muito e mostrar serviço, já que a competição ocorrerá dentro de alguns meses. 

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

O fim de uma era?

Rogério Ceni pênalti jogo São Paulo e Corinthians (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Marcos Ribolli
Por Glauco Blasco

Aos 43 minutos do segundo tempo, Diego Macedo derruba Reinaldo na área e o juiz marca pênalti. Rogério Ceni pega a bola e bate no canto direito de Cássio, que se estica e joga para escanteio. Foi dessa forma que o Capitão tricolor perdeu sua terceira penalidade seguida no Brasileirão, que caso fossem convertidas acrescentariam 4 pontos na campanha são-paulina, o levando para 10ª colocação.

O Mito, assim como seu clube de coração, vem fazendo um 2013 péssimo, considerado por muitos como o pior ano da história do time. Apesar de realizar algumas boas defesas, Ceni vem acumulando falhas em bolas defensáveis, saídas de bola e, principalmente, em cobranças de pênalti, que junto com as faltas, o faz diferente dos outros goleiros.

Rogério Ceni está reconhecendo as falhas atuais e assumindo a culpa pelos resultados adversos. Entretanto, só falar não adianta. O que a torcida tricolor deseja é que os erros parem de acontecer.

Ceni ainda não decidiu quando ocorrerá sua despedida aos gramados. É uma decisão que compete apenas a ele, mas que certamente terá como critérios o bem estar do São Paulo Futebol Clube. Porém, caso assim desejar, não deve ficar longe do Tricolor e provavelmente algum cargo ocupará.

domingo, 13 de outubro de 2013

São Paulo e Corinthians empatam em jogo marcado por pênalti no final

Evelson de Freitas/Estadão

Por Gabriel Fidalgo

Apesar do empate por 0 a 0, o clássico deste domingo no Morumbi não foi um jogo sem emoções. Embora o São Paulo tenha buscado mais a vitória durante o primeiro tempo, na segunda etapa as melhores chances com bola rolando foram do Corinthians, até o pênalti marcado do finalzinho, que gerou fortes emoções para as duas torcidas.

A etapa inicial teve o time do técnico Tite marcando forte, como de costume, e deixando pouco espaço para os jogadores do tricolor criarem jogadas. Mesmo assim, algumas oportunidades reais surgiram. Maicon fez uma bela jogada com Ademilson e tocou para Jadson chutar de frente para o gol de Cássio. A bola saiu e o São Paulo perdeu ótima chance diante da forte marcação corintiana. O time de Muricy seguia desperdiçando chances nas falhas da defesa do Timão. Foi assim na cabeçada sem marcação de Maicon e no chute de Ademilson em cima de Cássio. Já do lado alvinegro o setor de criação seguia quase nulo.

No segundo tempo, o time do Corinthians melhorou com a saída de Danilo, e a mudança de Edenílson para o meio de campo. E as chances para o Timão começaram a surgir. Foram duas de Emerson, cara a cara com Rogério Ceni, e mais duas com o zagueiro Paulo André, uma em bola parada e a outra e um belo arremate de fora da área que assustou o goleiro tricolor. O São Paulo seguia buscando a criação, mas ainda esbarrava na forte marcação do Corinthians.

Até que aos 42 minutos, quando o empate já parecia ser definitivo, Welliton tocou com precisão para Reinaldo, que foi derrubado por Diego Macedo na área, pênalti marcado por Seneme. Mesmo com o recente retrospecto, o capitão Rogério Ceni seria o batedor. Ele partiu e Cássio fez grande defesa. A bola ainda bateu na trave antes de sair. Neste caso vale mais exaltar a defesa de Cássio que criticar o goleiro tricolor, uma vez que o pênalti foi bem batido. Mérito do gigante goleiro corintiano, que soube usar sua envergadura.

No final, mais um clássico paulista que termina empatado em 2013. O medo de perder e consequentemente gerar crises está tirando dos times a vontade de jogar futebol. Com isso, os clássicos tem sido bem mornos no futebol paulista. O empate não é bom para nenhum dos dois, que seguem fazendo um campeonato abaixo da expectativa de Corinthians e São Paulo. 

Relembrar é Viver – Parte 2: Corinthians x São Paulo – Semifinal Campeonato Brasileiro de 1999

Renato Pizzutto
Por Gabriel Fidalgo

Há quase 14 anos, Corinthians e São Paulo faziam um dos melhores jogos da história do Majestoso. O Corinthians fazia uma campanha impecável, vindo da fase de classificação como líder absoluto. Nas quartas, o time do Parque São Jorge havia eliminado o Guarani. Já o São Paulo, tinha se classificado com a quinta melhor campanha, e estava nas semifinais por ter passado pela Ponte Preta na fase anterior.

O jogo era esperado pela grande qualidade dos jogadores que estariam em campo. O Corinthians era o atual campeão, possuía talvez o time de maior qualidade técnica da história do Timão, com um meio campo extraordinário que contava com Rincón, Vampeta, Ricardinho e Marcelinho. Já do lado do Morumbi, o time tinha a presença de grandes ídolos, como Rogério Ceni, Raí, Fábio Aurélio e França.

Com a bola rolando, o Timão, que contava com um time avassalador no setor ofensivo, não demorou a abrir o placar, em mais uma das qualidades do time, em bola parada. O zagueiro Nenê marcou aos 23 minutos do primeiro tempo. O jogo não parava e, em um lance primoroso de contra-ataque, Raí empatava com um forte chute. O jogo era espetacular e quando o técnico do São Paulo, Carpegiani, ainda comemorava, Ricardinho colocou o Timão na frente de novo, 2 a 1. Porém, no finalzinho do primeiro tempo, Edmílson, de cabeça empatou de novo.

Com um primeiro tempo desses, a etapa final prometia. Logo no comecinho, Edílson sofreu pênalti do zagueiro Wilson. Marcelinho não desperdiçou e colocou mais uma vez o time de Oswaldo de Oliveira na frente. Aí começava a brilhar a estrela do goleiro Dida, que a partir daquele momento entraria para a história do Corinthians. O árbitro Edílson Pereira de Carvalho marcou pênalti para o São Paulo na mão na bola do zagueiro Nenê. Raí foi para a bola e parou em Dida. Na aquela altura, o lado alvinegro do Morumbi estava em festa.

Porém, aquele jogo reservava emoções até o final e, no finalzinho, quando os acréscimos já estavam em andamento, outro pênalti para o São Paulo, desta vez de Kléber, quando o empate parecia inevitável, mais uma vez, aquela partida surpreendeu a todos. Raí foi para a segunda cobrança, e Dida, desta vez no canto direito, defendeu pela segunda vez, o Morumbi estava em êxtase.

Tudo isso ocorreu na primeira semifinal. Na segunda partida, outra Vitória alvinegra, selando a passagem do time de Oswaldo de Oliveira para a final daquele emocionante Campeonato Brasileiro.           

Relembrar é Viver - Parte 1: São Paulo x Corinthians - Final do Campeonato Paulista de 1998

UOL Esporte
Por Lucca Rebelato

No Paulistão de 1998, a grande decisão seria disputada entre São Paulo e Corinthians, dois confrontos no Morumbi. Na primeira partida, vitória do alvinegro por 2 a 1. Foi então que, aproveitando brecha no regulamento da competição, o tricolor conseguiu repatriar o ídolo Raí e inscrevê-lo a tempo de disputar a decisão. Para conseguir o título, o time teria de vencer a partida por qualquer placar, já que tinha vantagem por ter feito melhor campanha.

No início, o São Paulo tomava a iniciativa. França, antes dos 25 minutos de partida, já havia feito Nei trabalhar duas vezes. O Corinthians ameaçava nas bolas paradas de Marcelinho Carioca. Em escanteio, Cris aparece livre, mas coloca por cima do gol. Então, aos 30 minutos, o placar é inaugurado. O cruzamento de Zé Carlos é travado, mas a bola sobra para França, que ajeita de cabeça para trás. Raí aparece livre e cabeceia para o fundo das redes. O primeiro tempo acabaria assim: 1 a 0.

Na segunda etapa, quem esperava um São Paulo recuado se enganou. Apesar de ter a vantagem no placar, o time do Morumbi não deixou de atacar. Em mais um chute de França, Nei coloca para escanteio. Porém quando parecia que os mandantes marcariam o segundo, o Corinthians, em contra-ataque, chega ao empate. Aos 5 minutos, Rincón lança Didi, que havia entrado no intervalo. O atacante domina, observa o posicionamento de Rogério Ceni e manda no ângulo. Golaço.

Com esse gol, o título estava mais perto do Parque São Jorge. Então, o tricolor foi ao ataque e, pouco tempo depois, reassumiu a liderança no placar. França tabela com Raí pelo meio e aparece cara a cara com Nei. O atacante toca com frieza, no canto: 2 a 1.

Atrás no marcador, o Corinthians tem sua grande oportunidade aos 18 minutos. Mirandinha aproveita cruzamento de Marcelinho e cabeceia, mas a bola passa rente a trave e vai para fora. Pelo São Paulo, Denílson por pouco não marca. Mas sairia de seus pés o terceiro gol. Em bela jogada individual, o meia-atacante chega à linha de fundo e toca de calcanhar para França, que gira, faz seu segundo gol na partida e sela o resultado.

Depois de mais alguns minutos, onde Zé Carlos ainda salva em cima da linha o segundo tento corintiano, o time de Nelsinho Baptista é campeão paulista. Seria o 19º caneco estadual do time do Morumbi, maior feito da geração de França e Denílson, que tinha ainda o jovem Rogério Ceni iniciando sua trajetória de títulos e o ídolo Raí retornando ao clube que o consagrou.

Em noite de Montillo, Santos bate a Ponte Preta por 2 a 1 e volta a sonhar com o G4

Montillo gol Santos contra Ponte Preta (Foto: Evelson de Freitas / Agência Estado)
Evelson de Freitas/ Agência Estado
Por Glauco Blasco

O jogo foi disputado no Pacaembu e teve a Ponte Preta como protagonista no início do primeiro tempo, devido a uma forte marcação no meio de campo e rápidos ataques. Rildo deitava e rolava em cima do ex-pontepretano Cicinho. Entretanto, esse ímpeto foi se esgotando e a partida se tornou truncada.

Assim, os dois times abusaram das jogadas aéreas. Ferron quase inaugurou o placar dessa forma para a Macaca, mas Aranha, outro ex-Ponte Preta, espalmou para a linha de fundo. O Peixe também teve sua chance, em cabeçada de Gustavo Henrique por cima do gol. 

Quando o resultado parecia que iria perdurar até o intervalo, Everton Costa aproveitou falta cobrada por Montillo (de volta após 4 jogos) e desviou para o fundo do gol. O tento do atacante encerrou um jejum pessoal de 446 dias sem balançar as redes.

A Macaca, mesmo não mostrando a mesma organização da etapa inicial, partiu para o ataque. Fellipe Bastos foi o grande destaque com chutes de longa distância, assustando Aranha e obrigando o goleiro a fazer boas defesas.

O Peixe adotou a estratégia dos contra-ataques e foi assim que nasceu seu segundo gol. Cícero fez uma linda jogada, com direito a chapéu, e só rolou para Montillo, que com apenas um toque se livrou do goleiro Roberto e chutou para o gol vazio.

O desespero ficou ainda maior na Ponte Preta, que via seu maior artilheiro Willian em noite pouco inspirada. Cicinho, que havia evitado um gol certo do atacante, pôs tudo a perder com expulsão infantil no fim após retardar o reinício do jogo. Logo em seguida, Rafael Ratão aproveitou boa enfiada de bola de Leonardo e diminuiu a vantagem santista.

A Macaca foi para o abafa e quase empatou a partida no último lance, em cabeçada de Diego Sacoman, passando rente à trave. Com esse resultado, o Santos foi à 39 pontos na 6ª colocação, ficando 6 pontos do Atlético Paranaense, que ainda joga nessa rodada contra a Portuguesa, no Paraná. O próximo jogo santista ocorre na quarta-feira diante o Internacional, na Vila Belmiro.

Já a Ponte Preta ficou numa situação ainda mais difícil na 19ª colocação com os mesmos 26 pontos. Tentará sua recuperação em Campinas contra o Coritiba, outro forte postulante à zona da degola.