domingo, 6 de outubro de 2013

Relembrar é Viver: Portuguesa x Santos - Final do Campeonato Paulista de 1973

Agência Estado
Por Lucca Rebelato

Em 1973, o Campeonato Paulista era decidido em dois turnos. Os campeões de cada metade da competição se enfrentariam para disputar o título. Naquele ano, o Santos havia vencido o primeiro turno, enquanto a Portuguesa venceu o segundo. Assim, os dois times estavam frente a frente em um Morumbi com mais de 115 mil torcedores para o único jogo da final.

Desde o início, o Santos demonstrava ser superior. Pelé utilizava-se de toda sua categoria e experiência para reger o meio-campo. Foi com ele que o time encontrou suas melhores chances. Primeiro, chute de fora da área, para uma bela defesa de Zecão. Depois, um foguete em cobrança de falta e a bola explode no travessão.

Na segunda etapa, a tônica se manteve. O alvinegro mantinha a bola, enquanto a Lusa somente ameaçava em lances ocasionais. Enéas e o artilheiro Cabinho eram os jogadores que mais levavam perigo pelo clube do Canindé em bolas paradas. Mas Pelé era indiscutivelmente o maestro da partida. O goleiro Zecão teve mais uma vez de se esticar para evitar o gol em chute do camisa 10. Em cobrança de falta, mais uma bola na trave. A Portuguesa, ainda no segundo tempo, teria um gol de Cabinho anulado inexplicavelmente por Armando Marques. Curiosamente, registros do tento lusitano desapareceram dos acervos de imagens. O tempo regulamentar acabou mesmo com o placar em branco.

Na prorrogação, a Portuguesa melhorou. O goleiro Cejas passou a ser mais exigido. Mas, após mais 30 minutos, teríamos decisão por pênaltis. Pela Portuguesa, as três primeiras cobranças (de Isidoro, Calegari e Wilsinho) foram desperdiçadas. Já pelo Santos, Zé Carlos perdeu a primeira enquanto Carlos Alberto e Edu fizeram. 

Foi aí então que o confuso árbitro Armando Marques errou na matemática e deu a partida como encerrada. Os jogadores da Lusa, comandados por Oto Glória, percebem o engano e deixam rapidamente o estádio. Quando a confusão foi percebida pela arbitragem, já era tarde demais. Na segunda-feira, a Federação Paulista de Futebol divulga que o título paulista seria dividido entre as duas equipes, justiça que compensou a péssima atuação do árbitro, mas ficou como mancha na história do Paulistão.

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