| André Durão/globoesporte.com |
Depois de assistir a duas partidas da Copa do Brasil ontem, imediatamente me veio à cabeça a diferença de postura das equipes. Como deu gosto ver o Flamengo jogar, lutar, dar a vida por todas as bolas, frente ao Botafogo, um adversário, em minha opinião, superior tecnicamente. Como foi vergonhoso ver Alexandre Pato, ex-atacante da seleção brasileira, bater um pênalti com tamanha displicência e sair de campo como se nada houvesse acontecido.
O que dizer sobre Hernane, alvo de uma chuva de críticas, inclusive da sua própria torcida, por não ter grande qualidade técnica? O "brocador" tem paixão pelo que faz, batalha por cada jogada e não precisa de mais de um toque na bola para colocá-la nas redes. Prova disso? Ele é o artilheiro do Novo Maracanã.
Hoje, muitos se preocupam em marcar golaços, em calçar sempre a chuteira mais tecnológica, em se observarem no telão para ver se o penteado ainda está de pé. Mas pergunte ao torcedor qual é a maior emoção em todos os jogos de seu time. Não importa onde, no estádio, na TV ou no rádio, é o gol que faz qualquer um vibrar, de raiva ou de felicidade. São aqueles segundos os mais preciosos para o apaixonado por futebol, e Hernane sabe proporcioná-los, sem luxo, sem vaidade.
Hoje, muitos se preocupam em marcar golaços, em calçar sempre a chuteira mais tecnológica, em se observarem no telão para ver se o penteado ainda está de pé. Mas pergunte ao torcedor qual é a maior emoção em todos os jogos de seu time. Não importa onde, no estádio, na TV ou no rádio, é o gol que faz qualquer um vibrar, de raiva ou de felicidade. São aqueles segundos os mais preciosos para o apaixonado por futebol, e Hernane sabe proporcioná-los, sem luxo, sem vaidade.
Outro ponto que se destaca desta partida foi a torcida, que pareceu, desde o primeiro minuto, espelhar o espírito das equipes. Os mais de 50 mil flamenguistas não se calaram por sequer um momento, um show. Enquanto isso, os 8 mil botafoguenses pareciam calados, como se assistissem ao velório de seu time, que de fato era enterrado dentro de campo (4 a 0). O Botafogo, de Garrincha, Nilton Santos, Jairzinho e tantos outros não merece ter, em uma partida decisiva contra um rival histórico, menos de 10 mil torcedores presentes.
Enquanto isso, no Sul, Grêmio e Corinthians faziam duelo parecido. O tricolor gaúcho, ao contrário do que se esperava, buscou o ataque durante toda a partida, enquanto os paulistas apenas se defendiam. Tite, que me desculpe, mas qual técnico campeão do mundo entra em campo com mais medo de perder do que vontade de ganhar? Pela lógica do treinador, se todos os jogos terminassem em zero a zero, ele estaria satisfeito. É muito pouco para o Corinthians.
Foi na disputa de pênaltis que veio o golpe final. Alexandre Pato, na última cobrança, bate a penalidade de maneira bizarra, sem vontade de marcar, sem a paixão que sobrou ao Flamengo. Me imagino o que pensou Dida, ídolo corintiano, ao defender a finalização (se é que podemos chamar assim). Vergonha, pena, raiva?
O fato é que falta paixão aos jogadores hoje em dia. Muitos que fazem esta mesma crítica dizem que, com o dinheiro que um atleta de time grande recebe, ele tem a obrigação de se doar ao máximo. Eu penso diferente. Não é pelo salário que um jogador deve se motivar.
Como todo bom mooquense, vou frequentemente aos jogos do Juventus, e posso dizer que os jogadores, mesmo recebendo 10, 20 vezes menos que um atleta de Série A, dão em campo até sua última gota de suor. Não por dinheiro, mas por paixão pelo futebol e respeito à camisa que vestem. É assim que um verdadeiro jogador conquista uma torcida.
Como todo bom mooquense, vou frequentemente aos jogos do Juventus, e posso dizer que os jogadores, mesmo recebendo 10, 20 vezes menos que um atleta de Série A, dão em campo até sua última gota de suor. Não por dinheiro, mas por paixão pelo futebol e respeito à camisa que vestem. É assim que um verdadeiro jogador conquista uma torcida.
Nenhum comentário:
Postar um comentário