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| Renato Pizzutto |
Há quase 14 anos, Corinthians e São Paulo faziam um dos melhores jogos da
história do Majestoso. O Corinthians fazia uma campanha impecável, vindo da
fase de classificação como líder absoluto. Nas quartas, o time do Parque São
Jorge havia eliminado o Guarani. Já o São Paulo, tinha se classificado com a
quinta melhor campanha, e estava nas semifinais por ter passado pela Ponte
Preta na fase anterior.
O jogo era esperado pela grande qualidade dos jogadores que estariam em
campo. O Corinthians era o atual campeão, possuía talvez o time de maior
qualidade técnica da história do Timão, com um meio campo extraordinário que
contava com Rincón, Vampeta, Ricardinho e Marcelinho. Já do lado do Morumbi, o
time tinha a presença de grandes ídolos, como Rogério Ceni, Raí, Fábio Aurélio
e França.
Com a bola rolando, o Timão, que contava com um time avassalador no setor
ofensivo, não demorou a abrir o placar, em mais uma das qualidades do time, em
bola parada. O zagueiro Nenê marcou aos 23 minutos do primeiro tempo. O jogo
não parava e, em um lance primoroso de contra-ataque, Raí empatava com um forte
chute. O jogo era espetacular e quando o técnico do São Paulo, Carpegiani, ainda
comemorava, Ricardinho colocou o Timão na frente de novo, 2 a 1. Porém, no
finalzinho do primeiro tempo, Edmílson, de cabeça empatou de novo.
Com um primeiro tempo desses, a etapa final prometia. Logo no comecinho, Edílson sofreu pênalti do zagueiro Wilson. Marcelinho não
desperdiçou e colocou mais uma vez o time de Oswaldo de Oliveira na frente. Aí
começava a brilhar a estrela do goleiro Dida, que a partir daquele momento
entraria para a história do Corinthians. O árbitro Edílson Pereira de Carvalho marcou
pênalti para o São Paulo na mão na bola do zagueiro Nenê. Raí foi para a bola e
parou em Dida. Na aquela altura, o lado alvinegro do Morumbi estava em festa.
Porém, aquele jogo reservava emoções até o final e, no finalzinho,
quando os acréscimos já estavam em andamento, outro pênalti para o São Paulo, desta
vez de Kléber, quando o empate parecia inevitável, mais uma vez, aquela
partida surpreendeu a todos. Raí foi para a segunda cobrança, e Dida, desta vez
no canto direito, defendeu pela segunda vez, o Morumbi estava em êxtase.
Tudo isso ocorreu na primeira semifinal. Na segunda partida, outra Vitória alvinegra,
selando a passagem do time de Oswaldo de Oliveira para a final daquele emocionante Campeonato
Brasileiro.

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