domingo, 13 de outubro de 2013

Relembrar é Viver – Parte 2: Corinthians x São Paulo – Semifinal Campeonato Brasileiro de 1999

Renato Pizzutto
Por Gabriel Fidalgo

Há quase 14 anos, Corinthians e São Paulo faziam um dos melhores jogos da história do Majestoso. O Corinthians fazia uma campanha impecável, vindo da fase de classificação como líder absoluto. Nas quartas, o time do Parque São Jorge havia eliminado o Guarani. Já o São Paulo, tinha se classificado com a quinta melhor campanha, e estava nas semifinais por ter passado pela Ponte Preta na fase anterior.

O jogo era esperado pela grande qualidade dos jogadores que estariam em campo. O Corinthians era o atual campeão, possuía talvez o time de maior qualidade técnica da história do Timão, com um meio campo extraordinário que contava com Rincón, Vampeta, Ricardinho e Marcelinho. Já do lado do Morumbi, o time tinha a presença de grandes ídolos, como Rogério Ceni, Raí, Fábio Aurélio e França.

Com a bola rolando, o Timão, que contava com um time avassalador no setor ofensivo, não demorou a abrir o placar, em mais uma das qualidades do time, em bola parada. O zagueiro Nenê marcou aos 23 minutos do primeiro tempo. O jogo não parava e, em um lance primoroso de contra-ataque, Raí empatava com um forte chute. O jogo era espetacular e quando o técnico do São Paulo, Carpegiani, ainda comemorava, Ricardinho colocou o Timão na frente de novo, 2 a 1. Porém, no finalzinho do primeiro tempo, Edmílson, de cabeça empatou de novo.

Com um primeiro tempo desses, a etapa final prometia. Logo no comecinho, Edílson sofreu pênalti do zagueiro Wilson. Marcelinho não desperdiçou e colocou mais uma vez o time de Oswaldo de Oliveira na frente. Aí começava a brilhar a estrela do goleiro Dida, que a partir daquele momento entraria para a história do Corinthians. O árbitro Edílson Pereira de Carvalho marcou pênalti para o São Paulo na mão na bola do zagueiro Nenê. Raí foi para a bola e parou em Dida. Na aquela altura, o lado alvinegro do Morumbi estava em festa.

Porém, aquele jogo reservava emoções até o final e, no finalzinho, quando os acréscimos já estavam em andamento, outro pênalti para o São Paulo, desta vez de Kléber, quando o empate parecia inevitável, mais uma vez, aquela partida surpreendeu a todos. Raí foi para a segunda cobrança, e Dida, desta vez no canto direito, defendeu pela segunda vez, o Morumbi estava em êxtase.

Tudo isso ocorreu na primeira semifinal. Na segunda partida, outra Vitória alvinegra, selando a passagem do time de Oswaldo de Oliveira para a final daquele emocionante Campeonato Brasileiro.           

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