segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Mesmo sem balançar as redes, Corinthians e Cruzeiro fazem jogo repleto de emoções

                      Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com
Por Gabriel Fidalgo

Antes da bola rolar nesta tarde no Pacaembu, o Corinthians vivia uma situação diferente. Pela primeira vez em muito tempo, não seria o favorito jogando em casa. O favorito era o líder Cruzeiro, que ao contrário de seu adversário, vive dias de tranquilidade na ponta do campeonato.

Mesmo com essa paz para trabalhar, a equipe celeste não venho a passeio para São Paulo e logo nos primeiros minutos partiu para cima do Timão. O time de Marcelo Oliveira, que conta com jogadores rápidos e inteligentes, obrigou o goleiro Cássio a fazer pelos menos duas grandes defesas, com destaque para a segunda, um chute violento de primeira do ex-corintiano William. Já o alvinegro jogava com um espírito diferente das ultimas partidas, empurrado pela fiel, o time não entregava uma bola sem lutar para o Cruzeiro, mas mesmo assim, finalizou pouco no primeiro tempo.

Já no segundo tempo, as coisas se inverteram. O Corinthians partiu para cima, como poucas vezes costuma fazer. Surpreendendo a todos, essa pressão resultou em finalizações. Com os laterais Edenílson e Igor inspirados, as jogadas foram sendo criadas com até certa facilidade. O goleiro Fábio se viu ameaçado em diversos cruzamentos da dupla de laterais, e chegou a fazer boa defesa no arremate de longa distancia de Douglas.

Mesmo com essa pressão corintiana, o Cruzeiro não sucumbiu. Ao contrário, teve qualidade para ainda no final do jogo armar um contra-ataque quase fatal, não fosse a boa defesa de Cássio no chute de Julio Baptista. No final, bom empate para a Raposa, já que o Botafogo perdeu em pleno Maracanã.

O Cruzeiro parece mesmo que não vai dar chances neste campeonato, não só pela vantagem de oito pontos, mas sim pelo grande futebol apresentado. Já o Timão reagiu, talvez não do jeito que precisava, com os três pontos, mas com a fome de bola que a torcida pedia. Se o time conseguir transformar as situações criadas em gols, a tendência é as vitórias voltarem. 

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