sexta-feira, 6 de setembro de 2013

O Retrato da Crise

  Miguel Schincariol / Agência estado - via globoesporte.com
                                        
Por Lucca Rebelato

A crise no São Paulo parecia terminada. O time havia somado sete pontos nos últimos três jogos pelo Brasileirão. Na quinta-feira, jogo contra o também ameaçado Criciúma, em um Morumbi com mais de 30 mil pessoas. O clima era o mais propício para uma redenção. Porém, após 90 minutos onde nada parecia dar certo para o tricolor, o torcedor saiu do estádio com a velha preocupação que rondava o clube há alguns dias e já parecia acabada com a última sequência do time.

Desde o início da partida, o São Paulo buscou o ataque, mas esbarrava constantemente na defesa muito bem postada do time catarinense e, principalmente, na falta de organização na hora de armar as jogadas. O Criciúma foi preciso, quase cirúrgico. Abusou dos contra-ataques e aos 22 minutos da primeira etapa abriu o placar com Marcel, após um pênalti totalmente desnecessário cometido por Rodrigo Caio. Ainda na primeira etapa, aos 41, após outro veloz contragolpe, Lins aproveitou cruzamento de Marcel e ampliou para o Criciúma.

Então, o jogo se tornou ataque contra defesa. Com exceção da bola na trave de Lins, com menos de um minuto da etapa final, e um cabeceio de Marcel, o clube de Santa Catarina nada mais produziu. Enquanto isso, o São Paulo não conseguia furar o bloqueio adversário. Até que, aos 16 minutos, Aloísio foi derrubado na área. O atacante demonstrava confiança, pegou a bola para si e ajeitou-a na marca da cal. Porém, o capitão Rogério Ceni atravessou o campo e chamou a responsabilidade, mesmo após ter perdido suas últimas duas cobranças. O goleiro bateu no lado direito de Galatto, que acertou o canto e mandou para escanteio. 

A partir daí, o São Paulo parecia abatido e ainda mais desorganizado em campo. Nem o gol de Aloísio,  único destaque positivo pelo lado dos paulistas, aos 24 minutos, deu forças para que os comandados de Autuori buscassem o empate. 

Mais uma vez, a sensação que fica é que Rogério Ceni, em um momento onde deveria exercer sua liderança em prol do time, demonstra certo autoritarismo. Tal atitude retrata a fase por qual o clube passa, onde a desorganização reina em todos os âmbitos. 

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